Sobre a polêmica da bateria e o iOS 5

Eu acho que o problema está no set de apps instaladas no iOS e na forma como elas estão configuradas. Particularmente não enfrento problemas com o iOS 5.0.1 no iPhone 4, iPad 2 e iPhone 3GS. 

Notei uma melhora sensível do 5 para o 5.0.1 no iPhone 3GS. Suspeito que o maior consumo refere-se a novos recursos ‘pressionando’ o processador mais antigo.

Também nem iOS 5 ou iOS 5.0.1 chegaram ao nível de consumo baixo alcançado pelo iOS 4.3. 

Se eu fosse apostar em algo diria que ainda são necessárias melhorias no kernel, que agora é multicore, e nas apps ligadas ao iCloud. Acredito também que muito do #mimi sobre o tema é demasiado exagerado.

Eu diria que o iOS ficará redondo mesmo a partir do 5.1.

Está no DNA da Apple que a tecnologia por si só não é suficiente. Acreditamos que a tecnologia casada com as humanidades é que produz o resultado que faz a alegria do coração. Em parte alguma isso é mais verdadeiro do que nesses aparelhos pós-pc. As pessoas correm agora para o mercado de tablets, vistos como o próximo pc, no qual o hardware e o software são feitos por empresas diferentes. Nossa experiência e todos os ossos do nosso corpo nos dizem que essa abordagem não é correta. Esses aparelhos pós-pc precisam ser ainda mais intuitivos e fáceis de usar do que o pc, e neles o software, o hardware e os aplicativos precisam estar interligados de modo ainda mais perfeito do que num pc. Achamos que temos a arquitetura certa não apenas no silício, mas em nossa organização, para fabricar esse tipo de produto. — Steve Jobs, 2 de março de 2011, em San Francisco no lançamento do iPad 2

Guerra dos tablets

No próximo dia 19 de junho começa a comercialização (pré-venda) do HP TouchPad (http://goo.gl/BB2F5). Trata-se de um produto com real possibilidade de saltar para a segunda colocação em popularidade no mercado de tablets muito rapidamente. Sim, desde que a HP tenha concebido para ele uma estratégia agressiva de comercialização global e um modelo de desenvolvimento de apps que realmente faça algum sentido. E é claro, não tenha deixado de fora boas respostas para os desafios enfrentados pelo mercado editorial.

Se tudo der certo em curto espaço de tempo teremos: iPad 2 (ainda com uma folgada margem - logo sendo substituído pelo iPad 3, mas isso é uma outra história), HP TouchPad, todos os tablets com Android e lá na lanterna o já malfadado Playbook da RIM.