Quando comparados a outras plataformas mainstream para PC ou mobile, OS X e iOS são verdadeiros portos seguros no quesito segurança.

O registro baixíssimo de incidentes é recorde na indústria. Que jogue a primeira pedra quem não tem telhado de vidro.

Portanto da próxima vez que você ler umas dessas manchetes tendenciosas ou sensacionalistas sobre (in)segurança nas plataformas OS X e iOS, pode ser revelador dedicar algum tempo à pesquisa do estado das coisas, nada abonador, nas plataformas Windows e Android.

O iOS é muito mais seguro que o Android

A Apple publicou recentemente um paper direcionado ao público empresarial contendo informações relevantes sobre a segurança do iOS.

Como estamos às vésperas do provável anúncio da nova versão (iOS 6, que deve ocorrer durante a WWDC 2012 no período de 11 à 15 de junho) também resolvi resgatar aqui um artigo sobre a cobertura da apresentação feita por Charlie Miller e Dino Dai Zovi durante a RSA Conference 2012 sobre o tema.

O iOS levou a melhor em cima do Android no quesito segurança conforme demonstraram Charlie Miller e Dino Dai Zovi durante a apresentação na RSA Conference 2012.

São necessários de 4 a 5 exploits para instalar um rootkit no iOS enquanto no Android bastam 2 ou mesmo 1 muito bem feito, segundo os pesquisadores.

Também segundo eles o iOS avançou consideravelmente desde o seu lançamento em 2007 e hoje pode se dar ao luxo de implementar recursos avançados de segurança não encontrados em nenhuma outra plataforma móvel.

Defesa em profundidade, redução da superfície de ataque, least privilege, cadeia de boot segura, criptografia e proteção dos dados, certificado raiz da Apple codificado no hardware, código assinado, nenhuma memória executável, ASLR, certificados digitais, etc, etc. Está tudo lá. Um belíssimo trabalho da Apple.

Leia mais sobre a apresentação de Miller e Zovi em: Sécurité: iOS a pris une grosse avance sur Android (em francês)

Eu estou ansioso pelas novidades do iOS 6.

Para refletir: Engraçado que no texto de todas as tais leis contra ‘cybercrimes’ brasileiras o esforço é para tipificar os malfeitos, mas não existe uma vírgula sequer de preocupação real com a privacidade e garantias do cidadão contra a bisbilhotice do poder público.